Filhas suspeitas de matar mãe por interesse financeiro têm julgamento marcado no Tocantins
Compra de celular e convite para fazer compras: como filhas planejaram feminicídio da mãe e Déborah de Oliveira Ribeiro e Roberta de Oliveira Ribeiro, indici...
Compra de celular e convite para fazer compras: como filhas planejaram feminicídio da mãe e Déborah de Oliveira Ribeiro e Roberta de Oliveira Ribeiro, indiciadas por feminicídio cometido contra a própria mãe, Deise Carmem de Oliveira Ribeiro, em dezembro de 2025, têm uma audiência de instrução marcada para terça-feira (22), quando poderá ser tomada uma decisão da Justiça sobre o caso. O marido de Deise, José Roberto Ribeiro, é suspeito de atrapalhar as investigações. Os três foram presos em fevereiro leia mais. José foi solto em abril deste ano e responde ao processo em liberdade - Entenda abaixo. Deise foi morta a facadas em uma área rural próxima à Vila Quixaba, no município de Peixe, no sul do Tocantins. As investigações da Polícia Civil apontaram que as filhas dependiam da mãe para manter determinado padrão de vida. Segundo o delegado responsável pelo caso, João Paulo Sousa Ribeiro, elas consideravam a mãe um “embaraço”. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp “Um dos conflitos maiores foi o pai ter dado um cartão para uma das filhas para ela gastar, e a mãe não concordava com isso. Então, as filhas viam a mãe como um embaraço na vida delas. A partir do momento em que a mãe faltasse, elas iam ter total controle, [...] e isso [a empresa] ia passar para elas, e elas iam ter total controle”, explicou o delegado João Paulo Sousa Ribeiro em abril deste ano O Ministério Público do Tocantins (MPTO) informou que, em abril, ingressou com ação penal contra quatro familiares pelo feminicídio de Deise Carmen de Oliveira Ribeiro. De acordo com a acusação apresentada pelo órgão, o crime teria sido planejado por disputas patrimoniais relacionadas ao controle de uma fábrica da família e para evitar que a vítima concluísse o processo de divórcio do cônjuge. Respondem à ação penal o marido de Deise, as duas filhas e o genro, Mateus Viana de Oliveira, namorado de Déborah, que responde ao processo em liberdade. O Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) confirmou que há uma audiência de instrução marcada para o dia 22 de setembro. O g1 procurou novamente a defesa dos investigados para obter um posicionamento, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem. Deise Carmem de Oliveira Ribeiro tinha 55 anos Reprodução/Gurupi Memes LEIA TAMBÉM: Filhas suspeitas de feminicídio viam a mãe como 'embaraço' ao padrão de vida desejado, diz delegado Marido e filhas são presos suspeitos de matar mulher que teve corpo deixado em rio no Tocantins Do corpo em rio à prisão do marido e filhas: veja cronologia da morte de Deise Carmem Entenda o caso A empresária foi levada para uma área rural de Peixe, onde foi morta a facadas e teve o corpo jogado no Rio Santa Tereza. Deise foi dada como desaparecida e, dias depois, o corpo foi encontrado boiando no rio, no dia 1º de janeiro de 2026. Antes do assassinato, as filhas haviam comprado um celular, que foi cadastrado no nome da mãe. De acordo com a investigação, o aparelho foi usado pelas filhas para enviar mensagens a parentes, se passando por Deise. A intenção era passar a ideia de que a empresária teria ido embora por conta própria, para atrasar as buscas. Embora uma das filhas tenha tentado atribuir a culpa exclusivamente à outra, a polícia afirma que as investigações técnicas, baseadas em sinais de torres de telefonia e conexões de internet, indicam que ambas estavam na cena do crime. José Roberto Ribeiro, marido de Deise e pai das suspeitas, foi indiciado por atrapalhar as investigações e eliminar registros relevantes. A polícia esclareceu que não há indícios de que ele tenha participado do crime. Conforme os autos, porém, ele teria apagado mensagens e ocultado o veículo utilizado pelas filhas para transportar o corpo da vítima. José foi solto em abril deste ano e responde ao processo em liberdade. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.